Fundação Maria Ulrich Rua Silva Carvalho 240 R/C
1250-259 Lisboa
tel. 213 882 110
fax. 213 830 135
e-mail. fundacaomariaulrich@gmail.com
web. http://www.fundacaomariaulrich.blogspot.com/
5 de abril de 2009
Órgãos
CONSELHO ADMINISTRAÇÃO
Padre João Seabra - Presidente
Teresa Vaz Guedes - Vogal
Joana Abecasis Correia - Vogal
Leonor Ulrich Pereira dos Santos - Secretário
Pedro Correia - Tesoureiro
DIRECÇÃO
Catarina Almeida - Directora Executiva
Teresa Vaz Guedes - Directora não Executiva
Joana Abecasis Correia - Directora não Executiva
CONSELHO FISCAL
Manuel Frederico Lupi Belo - Presidente
José Sousa Mendes - Vogal
Guilherme Almeida e Brito - Vogal
Padre João Seabra - Presidente
Teresa Vaz Guedes - Vogal
Joana Abecasis Correia - Vogal
Leonor Ulrich Pereira dos Santos - Secretário
Pedro Correia - Tesoureiro
DIRECÇÃO
Catarina Almeida - Directora Executiva
Teresa Vaz Guedes - Directora não Executiva
Joana Abecasis Correia - Directora não Executiva
CONSELHO FISCAL
Manuel Frederico Lupi Belo - Presidente
José Sousa Mendes - Vogal
Guilherme Almeida e Brito - Vogal
História

FUNDAÇÃO MARIA ULRICH
Maria Ulrich – In "Testamento"1988
Esta Fundação deverá inspirar-se, na sua actuação, em um espírito e orientação essencial que, em seguida, tentarei definir:
Considerando que todo o homem foi criado para atingir uma plenitude e só viverá verdadeiramente, só será feliz no pleno desabrochar e desenvolvimento da sua personalidade que, a meu ver, só atingirá através da perspectiva cristã.
Considerando, por outro lado, que os meios fornecidos para ajudar esse crescimento interior e essa formação dos verdadeiros valores faltam quase por completo, conduzindo os indivíduos e, nomeadamente, as criança e os jovens a comportamentos de feroz individualismo, de materialismo e de gozo, ou de fuga da realidade na droga, etc.
Considerando que a sociedade depende dos homens que a conduzem e que a actual crise que atravessamos corresponde justamente a uma grande carência de valores humanos que se revelem e se afirmem.
Considerando que as obras de beneficência, por melhor que possa ser a sua finalidade, só atingem esses fins verdadeiros, consoante a orientação e o espírito que os seus dirigentes lhe imprimem...
Julgo que, antes de criar obras novas de âmbito reduzido, interessa dar apoio às que já existem e que comprovadamente apelem para a formação da personalidade humana, das mais variadas formas, mas sempre no sentido da superação e da valorização espiritual.
Inspirada no espírito da fundadora a Fundação Maria Ulrich é instituída em 1989 com o objectivo de desenvolver acções no âmbito da formação, da educação e da cultura numa perspectiva humanística e cristã. (Artº 1° dos Estatutos).
Os seus estatutos foram publicados no Diário da República de 11 de Outubro de 1989, sendo reconhecida como instituição de Utilidade Pública.
Desde essa altura, na Rua Silva Carvalho 240 em Lisboa, na casa onde Maria Ulrich viveu, desenvolvem-se actividades e projectos, abertos a todos os que se interessam pelas questões relativas à formação, à educação e à cultura.
Ao longo destes anos a Fundação tem vindo a promover cursos, colóquios, congressos, ciclos de conferências, exposições, lançamentos de publicações, encontros, formações, num universo muito vasto de crianças, jovens, pais, avós, educadores, auxiliares de educação, animadores de tempos livres, catequistas e professores.
A Fundação tem colaborado com outras instituições, num trabalho conjunto nas áreas da investigação, da formação e transmissão de valores, da análise e resposta educativa à realidade, da actualização e divulgação pedagógica e da formação de formadores.
A Fundação é instituição acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua.
A Fundação tem um centro de documentação disponível para a consulta de livros e documentos.
Maria Ulrich – In "Testamento"1988
Esta Fundação deverá inspirar-se, na sua actuação, em um espírito e orientação essencial que, em seguida, tentarei definir:
Considerando que todo o homem foi criado para atingir uma plenitude e só viverá verdadeiramente, só será feliz no pleno desabrochar e desenvolvimento da sua personalidade que, a meu ver, só atingirá através da perspectiva cristã.
Considerando, por outro lado, que os meios fornecidos para ajudar esse crescimento interior e essa formação dos verdadeiros valores faltam quase por completo, conduzindo os indivíduos e, nomeadamente, as criança e os jovens a comportamentos de feroz individualismo, de materialismo e de gozo, ou de fuga da realidade na droga, etc.
Considerando que a sociedade depende dos homens que a conduzem e que a actual crise que atravessamos corresponde justamente a uma grande carência de valores humanos que se revelem e se afirmem.
Considerando que as obras de beneficência, por melhor que possa ser a sua finalidade, só atingem esses fins verdadeiros, consoante a orientação e o espírito que os seus dirigentes lhe imprimem...
Julgo que, antes de criar obras novas de âmbito reduzido, interessa dar apoio às que já existem e que comprovadamente apelem para a formação da personalidade humana, das mais variadas formas, mas sempre no sentido da superação e da valorização espiritual.
Inspirada no espírito da fundadora a Fundação Maria Ulrich é instituída em 1989 com o objectivo de desenvolver acções no âmbito da formação, da educação e da cultura numa perspectiva humanística e cristã. (Artº 1° dos Estatutos).
Os seus estatutos foram publicados no Diário da República de 11 de Outubro de 1989, sendo reconhecida como instituição de Utilidade Pública.
Desde essa altura, na Rua Silva Carvalho 240 em Lisboa, na casa onde Maria Ulrich viveu, desenvolvem-se actividades e projectos, abertos a todos os que se interessam pelas questões relativas à formação, à educação e à cultura.
Ao longo destes anos a Fundação tem vindo a promover cursos, colóquios, congressos, ciclos de conferências, exposições, lançamentos de publicações, encontros, formações, num universo muito vasto de crianças, jovens, pais, avós, educadores, auxiliares de educação, animadores de tempos livres, catequistas e professores.
A Fundação tem colaborado com outras instituições, num trabalho conjunto nas áreas da investigação, da formação e transmissão de valores, da análise e resposta educativa à realidade, da actualização e divulgação pedagógica e da formação de formadores.
A Fundação é instituição acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua.
A Fundação tem um centro de documentação disponível para a consulta de livros e documentos.
Quem Somos
MARIA ULRICH - UMA EDUCADORA EM PORTUGAL NO SÉC. XX
Maria Ulrich nasceu em Coimbra a 8 de Março de 1908, filha de Rui Enes Ulrich, já então professor catedrático na Universidade de Coimbra e de Genoveva Lima Mayer a escritora Veva de Lima. De seu pai herdou a profunda rectidão de carácter, o sentido de rigor e a total fidelidade às suas convicções, de sua mãe o espírito de fantasia e de criatividade, o horror à banalidade e à mediocridade, o sentido de convívio e de festa.
De seu avô materno Carlos Mayer, julga-se que terá recebido o legado de congregar, na amizade das diferenças, na realização de projectos comuns que lhe deu um lugar tão especial no grupo dos Vencidos da Vida.
Quando da implantação da República Rui Ulrich, monárquico assumido e comprometido é obrigado a deixar o seu lugar na Universidade e emigra com a família para Biarritz. É em França e Inglaterra que Maria Ulrich faz os seus estudos e passa quase metade da sua adolescência e juventude o que, conta ela em páginas soltas do seu diário lhe deu um certo alargamento de concepções e perspectivas. De regresso a Portugal, já nos anos 30, faz amizades que vão durar toda a vida, dinamiza grupos e iniciativas com fortes interesses culturais, mas sente um vazio, o horror à "mediocridade que reina quando não se proporcionam motivações de grandeza onde, então, somos maiores que ninguém. Mediocridade para mim, foi sempre asfixiante e insuportável".
Sente que a vida de "menina da sociedade" a vai destruir e decide ir trabalhar para França, mas é então que conhece Júlia Guedes que a introduz na Acção Católica – J.I.C.F.. É o momento da total transformação. O encontro com Cristo vai proporcionar-lhe a unidade na personalidade, o sentido da vida, o espantoso dinamismo na acção.
Já na direcção da JICF que não é uma ocupação transitória, é uma atitude de Vida", sente a necessidade urgente da formação de dirigentes responsáveis e num curso de férias para militantes, realizado no Colégio do Ramalhão surge o Ramalhete, onde um pequeno grupo de raparigas do meio que então se denominava independente que Maria Ulrich descreve como intrépida e sonhadora para a qual não havia obstáculos para as suas imensas ambições de transformação do mundo. Ali habituei-me a conseguir coisas difíceis a transportar montanhas, porque a fé para isso não faltava.
É nessa perspectiva de transformação do mundo que a JICF, em grupo alargado a todo o país e com o impulso de Maria Ulrich, faz campanhas, faz inquéritos nacionais e chega à conclusão que, nos anos 50, o problema fulcral da sociedade portuguesa é a Educação.
É pois à luz do conhecimento observado, estudado, analisado, naqueles encontro constante, na vida da Maria entre o ideal e o real que se lança na grande aventura da criação da Escola de Educadoras de Infância.
Os meios são poucos, as dificuldades são muitas mas Maria Ulrich sabe exactamente o que quer e escreve "O mundo de hoje depende da juventude, nesta rapidíssima evolução que está sofrendo e de que ainda não nos demos conta entre nós ... nesta evolução o mundo depende dos novos. Os novos são o que foi a sua infância"
Para a realização do seu grande projecto Maria como sempre, trabalha em equipe, recorre aos seus conhecimentos, às suas amizades, aos especialistas portugueses e estrangeiros nas áreas das ciências humanas que então dão os primeiros passos e no mês de Outubro de 1954, num pequeno andar da Rua João de Deus nasce a Escola de Educadoras de Infância.
O pequeno grupo que então inicia a sua formação segue com interesse, já então numa participação activa e entusiasta todos os conhecimentos de ciência e da técnica, mas percebe com nitidez que o fundamento da escola criada por Maria Ulrich é a sua própria filosofia da Educação, por ela reflectida, elaborada, através da sua experiência vivida em plenitude da JICF.
A sua pedagogia é uma PEDAGOGIA DE ENCONTRO, de conhecimento pessoal, de amizade na exigência e na superação das dificuldades "a finalidade do educador deve ser saber levar o educando a saber escolher e conduzir-se por si próprio, na máxima realização da sua personalidade na atitude vertical de ser RESPONSÁVEL E LIVRE", define o seu programa "Para nós Escola é Vida, Vida esclarecida em todos os assuntos actuais, vida compartilhada, numa afectividade recta e equilibrada, vida activa na iniciativa pessoal e na responsabilidade.
A Escola de Educadoras de Infância foi crescendo e o pequeno grupo inicial de 13 educadoras formadas em 1957, multiplicou-se contando-se actualmente cerca de 3.800 educadoras formadas pela, hoje, Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich.
Como sequência natural da Escola e como seu complemento, no ano 1957-58, já na Rua das Trinas, nasce "O Nosso Jardim", onde as crianças, com as educadoras estagiárias e em íntima relação com as famílias, descobrem a alegria de crescer no espírito, no estilo e na pedagogia de Maria Ulrich.
O mundo e Portugal transformaram-se, as Ciências da Educação evoluíram e os desafios a quem se quer comprometer com a acção educativa, são cada vez maiores, mas o Projecto da Maria, mantém a mesma actualidade, a mesma urgência. "Educar em qualquer idade é fazer CRESCER".
Para além da Escola de Educadoras, Maria Ulrich, em 1986 decide criar, em estreita colaboração com o então Presidente da Câmara de Lisboa, Eng.º Nuno Abecassis, seu colega e amigo desde o tempo da Acção Católica, a Associação Casa Veva de Lima, a quem doou grande parte dos seus bens, em homenagem a sua mãe. Oferecendo assim à cidade de Lisboa, um espaço que recria o salão literário que nos meados do séc. XX ... com extraordinária cultura e elegância, naquela casa da Rua Silva Carvalho, a antiga Rua de S. João dos Bem Casados, onde Maria foi viver em pequenina e que nunca mais abandonou.
As iniciativas culturais, ali realizadas em vida pela Fundadora continuam sempre vivas, graças ao empenho e dedicação das diferentes direcções eleitas ao longo dos anos.
A Escola de Educadoras via crescendo, a Casa Veva de Lima está lançada mas Maria não pára e surge então o seu ultimo Projecto. Com a sua amiga, também da Acção Católica, Dr.ª Berta Peixoto lança as bases da Fundação Maria Ulrich, criada por testamento com o objectivo de desenvolver acções no âmbito da formação, da educação e cultura, numa perspectiva humanística e cristã.
O sonho da Maria, como sempre torna-se realidade, e da velha cozinha da sua infância é desde 1989 as iniciativas por ela propostas colóquios, congressos, exposições, e torna-se o ponto de encontro de todos aqueles que desejam reunir-se em cursos, palestras, reuniões, para juntas na fidelidade manterem vivo o espírito da fundadora.
Esse espírito fica bem claro na entrevista que, em Julho de 1988, Maria Ulrich já com 80 anos dá aos "Cadernos da Educação" revista da Associação dos Profissionais de Educação de Infância. Ali com extraordinária juventude e entusiasmo o percurso da sua vida e lança a sua ultima mensagem que se podem sintetizar na sua ideia força. Como gostava de dizer "Viver é escolher. Escolhemos de acordo com os nossos valores", cuja acção educativa, concretizada no "estabelecimento dos alicerces" de toda uma vida de interioridade de alegria no esforço e na sua responsabilidade, com o estimulo afectivo que convida a uma perspectiva na superação, na superação, na elevação espiritual e generosa.
A fé, o entusiasmo, a partilha de si própria, a amizade, estão bem vivos naquela tarde de Novembro desse ano quando cai, na rampa da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, porque " a correr" vai entregar um texto de que tinha gostado especialmente ao seu grande amigo Cardeal D. Alexandre do Nascimento, Arcebispo de Luanda de passagem em Lisboa.
Na sequência desta queda Maria Ulrich morre em Lisboa a 25 de Novembro de 1988. No fim da corrida, encontra a meta, cujo segredo revelado por Santo Agostinho e que ela nos transmite no final da referida entrevista "Criaste-nos para vós. Oh Deus e só em vós a nossa alma poderá encontrar a felicidade"
Maria Ulrich nasceu em Coimbra a 8 de Março de 1908, filha de Rui Enes Ulrich, já então professor catedrático na Universidade de Coimbra e de Genoveva Lima Mayer a escritora Veva de Lima. De seu pai herdou a profunda rectidão de carácter, o sentido de rigor e a total fidelidade às suas convicções, de sua mãe o espírito de fantasia e de criatividade, o horror à banalidade e à mediocridade, o sentido de convívio e de festa.
De seu avô materno Carlos Mayer, julga-se que terá recebido o legado de congregar, na amizade das diferenças, na realização de projectos comuns que lhe deu um lugar tão especial no grupo dos Vencidos da Vida.
Quando da implantação da República Rui Ulrich, monárquico assumido e comprometido é obrigado a deixar o seu lugar na Universidade e emigra com a família para Biarritz. É em França e Inglaterra que Maria Ulrich faz os seus estudos e passa quase metade da sua adolescência e juventude o que, conta ela em páginas soltas do seu diário lhe deu um certo alargamento de concepções e perspectivas. De regresso a Portugal, já nos anos 30, faz amizades que vão durar toda a vida, dinamiza grupos e iniciativas com fortes interesses culturais, mas sente um vazio, o horror à "mediocridade que reina quando não se proporcionam motivações de grandeza onde, então, somos maiores que ninguém. Mediocridade para mim, foi sempre asfixiante e insuportável".
Sente que a vida de "menina da sociedade" a vai destruir e decide ir trabalhar para França, mas é então que conhece Júlia Guedes que a introduz na Acção Católica – J.I.C.F.. É o momento da total transformação. O encontro com Cristo vai proporcionar-lhe a unidade na personalidade, o sentido da vida, o espantoso dinamismo na acção.
Já na direcção da JICF que não é uma ocupação transitória, é uma atitude de Vida", sente a necessidade urgente da formação de dirigentes responsáveis e num curso de férias para militantes, realizado no Colégio do Ramalhão surge o Ramalhete, onde um pequeno grupo de raparigas do meio que então se denominava independente que Maria Ulrich descreve como intrépida e sonhadora para a qual não havia obstáculos para as suas imensas ambições de transformação do mundo. Ali habituei-me a conseguir coisas difíceis a transportar montanhas, porque a fé para isso não faltava.
É nessa perspectiva de transformação do mundo que a JICF, em grupo alargado a todo o país e com o impulso de Maria Ulrich, faz campanhas, faz inquéritos nacionais e chega à conclusão que, nos anos 50, o problema fulcral da sociedade portuguesa é a Educação.
É pois à luz do conhecimento observado, estudado, analisado, naqueles encontro constante, na vida da Maria entre o ideal e o real que se lança na grande aventura da criação da Escola de Educadoras de Infância.
Os meios são poucos, as dificuldades são muitas mas Maria Ulrich sabe exactamente o que quer e escreve "O mundo de hoje depende da juventude, nesta rapidíssima evolução que está sofrendo e de que ainda não nos demos conta entre nós ... nesta evolução o mundo depende dos novos. Os novos são o que foi a sua infância"
Para a realização do seu grande projecto Maria como sempre, trabalha em equipe, recorre aos seus conhecimentos, às suas amizades, aos especialistas portugueses e estrangeiros nas áreas das ciências humanas que então dão os primeiros passos e no mês de Outubro de 1954, num pequeno andar da Rua João de Deus nasce a Escola de Educadoras de Infância.
O pequeno grupo que então inicia a sua formação segue com interesse, já então numa participação activa e entusiasta todos os conhecimentos de ciência e da técnica, mas percebe com nitidez que o fundamento da escola criada por Maria Ulrich é a sua própria filosofia da Educação, por ela reflectida, elaborada, através da sua experiência vivida em plenitude da JICF.
A sua pedagogia é uma PEDAGOGIA DE ENCONTRO, de conhecimento pessoal, de amizade na exigência e na superação das dificuldades "a finalidade do educador deve ser saber levar o educando a saber escolher e conduzir-se por si próprio, na máxima realização da sua personalidade na atitude vertical de ser RESPONSÁVEL E LIVRE", define o seu programa "Para nós Escola é Vida, Vida esclarecida em todos os assuntos actuais, vida compartilhada, numa afectividade recta e equilibrada, vida activa na iniciativa pessoal e na responsabilidade.
A Escola de Educadoras de Infância foi crescendo e o pequeno grupo inicial de 13 educadoras formadas em 1957, multiplicou-se contando-se actualmente cerca de 3.800 educadoras formadas pela, hoje, Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich.
Como sequência natural da Escola e como seu complemento, no ano 1957-58, já na Rua das Trinas, nasce "O Nosso Jardim", onde as crianças, com as educadoras estagiárias e em íntima relação com as famílias, descobrem a alegria de crescer no espírito, no estilo e na pedagogia de Maria Ulrich.
O mundo e Portugal transformaram-se, as Ciências da Educação evoluíram e os desafios a quem se quer comprometer com a acção educativa, são cada vez maiores, mas o Projecto da Maria, mantém a mesma actualidade, a mesma urgência. "Educar em qualquer idade é fazer CRESCER".
Para além da Escola de Educadoras, Maria Ulrich, em 1986 decide criar, em estreita colaboração com o então Presidente da Câmara de Lisboa, Eng.º Nuno Abecassis, seu colega e amigo desde o tempo da Acção Católica, a Associação Casa Veva de Lima, a quem doou grande parte dos seus bens, em homenagem a sua mãe. Oferecendo assim à cidade de Lisboa, um espaço que recria o salão literário que nos meados do séc. XX ... com extraordinária cultura e elegância, naquela casa da Rua Silva Carvalho, a antiga Rua de S. João dos Bem Casados, onde Maria foi viver em pequenina e que nunca mais abandonou.
As iniciativas culturais, ali realizadas em vida pela Fundadora continuam sempre vivas, graças ao empenho e dedicação das diferentes direcções eleitas ao longo dos anos.
A Escola de Educadoras via crescendo, a Casa Veva de Lima está lançada mas Maria não pára e surge então o seu ultimo Projecto. Com a sua amiga, também da Acção Católica, Dr.ª Berta Peixoto lança as bases da Fundação Maria Ulrich, criada por testamento com o objectivo de desenvolver acções no âmbito da formação, da educação e cultura, numa perspectiva humanística e cristã.
O sonho da Maria, como sempre torna-se realidade, e da velha cozinha da sua infância é desde 1989 as iniciativas por ela propostas colóquios, congressos, exposições, e torna-se o ponto de encontro de todos aqueles que desejam reunir-se em cursos, palestras, reuniões, para juntas na fidelidade manterem vivo o espírito da fundadora.
Esse espírito fica bem claro na entrevista que, em Julho de 1988, Maria Ulrich já com 80 anos dá aos "Cadernos da Educação" revista da Associação dos Profissionais de Educação de Infância. Ali com extraordinária juventude e entusiasmo o percurso da sua vida e lança a sua ultima mensagem que se podem sintetizar na sua ideia força. Como gostava de dizer "Viver é escolher. Escolhemos de acordo com os nossos valores", cuja acção educativa, concretizada no "estabelecimento dos alicerces" de toda uma vida de interioridade de alegria no esforço e na sua responsabilidade, com o estimulo afectivo que convida a uma perspectiva na superação, na superação, na elevação espiritual e generosa.
A fé, o entusiasmo, a partilha de si própria, a amizade, estão bem vivos naquela tarde de Novembro desse ano quando cai, na rampa da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, porque " a correr" vai entregar um texto de que tinha gostado especialmente ao seu grande amigo Cardeal D. Alexandre do Nascimento, Arcebispo de Luanda de passagem em Lisboa.
Na sequência desta queda Maria Ulrich morre em Lisboa a 25 de Novembro de 1988. No fim da corrida, encontra a meta, cujo segredo revelado por Santo Agostinho e que ela nos transmite no final da referida entrevista "Criaste-nos para vós. Oh Deus e só em vós a nossa alma poderá encontrar a felicidade"
Teresa Simas
Outubro de 2006
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